Estuário Vivo convoca voluntários no último sábado de cada mês para retirar resíduos das margens, separar materiais recicláveis e registrar os pontos críticos de descarte irregular. Os relatórios fotográficos alimentam um mapa público que já orientou três operações de contenção de resíduos flutuantes no canal do porto. A metodologia foi desenhada em diálogo com a regulação de navegação e infraestrutura portuária coordenada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), garantindo que as ações de orla respeitem a segurança da navegação e as áreas de manobra dos terminais.
Cais de Olho instala placas interpretativas e promove visitas monitoradas para explicar, em linguagem de quiosque, o que acontece com a água que circunda os berços de atracação. Moradores, estudantes e trabalhadores portuários passam a enxergar o cais como parte da cidade — e a cidade como parte da bacia. Cada visita termina com um compromisso assinado: reduzir, reportar, proteger.